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Brincadeiras enriquecem relacionamento entre pais e filhos

Brincar com os filhos. Uma atividade simples, como brincar de casinha ou soltar pipa com a criança era algo mais presente no passado. Hoje, muitos pais ficam fora o dia inteiro, sobrecarregados pelo trabalho e pressionados pela necessidade constante de melhorar a renda familiar. Com este ritmo de vida, o cansaço e a falta de tempo acabam sendo as principais desculpas para que essas brincadeiras sejam deixadas de lado.
No entanto, a falta destes momentos de descontração e integração tornam o relacionamento entre pais e filhos mais pesado, podendo prejudicar o desenvolvimento emocional da criança. Este tipo de problema é mais frequente do que se possa imaginar. É comum os pais chegarem às clínicas psicológicas, procurando terapia para seus filhos, e descobrirem que eles têm que passar por uma terapia diferente: aprender a brincar com seus filhos.
A brincadeira entre pais e filhos é de extrema importância na formação da criança, pois ela aproxima pais e filhos, aumentando o contato entre eles. A interação permite que as pessoas se tornem mais próximas e se conheçam, construindo uma relação de confiança mútua. No caso das crianças, a melhor forma de interagir é através da brincadeira. É a forma como elas sabem falar sobre si mesmas, sobre aquilo que pensam e principalmente sobre o que sentem. Ao brincar, a criança se mostra de forma espontânea, sem esconder seus sentimentos.
As brincadeiras possibilitam ainda oportunidades de contato físico entre a criança e seus pais. Assim, através do brincar, do toque, do carinho, a criança se sente amada, desenvolvendo o sentimento de segurança que vai ajudá-la a enfrentar os desafios do crescimento. Saber que alguém se preocupa e se importa com você irá possibilitar o desenvolvimento daquilo que chamamos de autoestima, ou seja, o quanto a criança gosta de si mesma.
É lamentável a atual perda da ‘liberdade’ de brincar na rua (fora de casa). Problemas sociais como a violência fizeram com que, em muitos casos, as crianças deixassem de ter os “amigos da rua”, como antigamente. Estas brincadeiras eram importantes para ajudar as crianças a aprenderem como conversar com os outros, trocar ideias, expor opiniões, enfim, na socialização da criança com seu meio.
Diante desse cenário, os pais passam a ter uma responsabilidade ainda maior no processo de desenvolvimento da socialização de seus filhos, tornando ainda mais importante a brincadeira entre pais e filhos, pois esta é uma importante forma de socializar.
 
A brincadeira, portanto, é fundamental no relacionamento entre pais e filhos. É importante que ela seja prazerosa para a criança e para os pais. No começo, considero que isso pode parecer difícil para alguns pais, mas, com o tempo, a brincadeira passa a melhorar a relação, tornando-a mais saudável e uma fonte de prazer e descontração para os pais também.
Entendo que, após um dia inteiro de trabalho, o cansaço pode dificultar ou desencorajar a brincadeira. O que geralmente recomendo é que, ao chegarem em casa cansados após o trabalho, os pais peçam aos filhos um tempinho para se ‘recompor’. Tomem um banho, comam alguma coisa e, depois, deem a devida atenção a seus filhos.
Boa diversão a todos!
 
DICAS IMPORTANTES
  
·         Todos têm que se divertir: É importante que a brincadeira seja prazerosa tanto para a criança quanto para os pais.
·         Respeite o gosto de cada criança: Cada criança é diferente da outra; aquela brincadeira que pode ser legal para uma pode não ser para outra.
·         Preste atenção em seu filho: Para descobrir quais são as brincadeiras de que seu filho mais gosta, é importante olhar aquilo que ele faz, do que costuma brincar, como brinca, e quais os brinquedos de que mais gosta. Este cuidado é muito importante. Muitas vezes, os pais podem se sentir frustrados ao propor uma brincadeira que parecia “superlegal” e de que seu filho não gostou. Não desista e procure até encontrar alguma brincadeira que contente as duas partes.
·         Brincadeiras simples são as melhores: Não descarte brincadeiras simples, principalmente com os menores. O contato físico é importante. Fazer cócegas, deixar que a criança suba em seus pés e andar ou dançar com ela pela casa, carregá-la nos ombros, brincar de cavalinho, ou de aviãozinho (deitar de costas no chão ou na cama, colocar a criança sobre os pés e erguê-la segurando-a pelas mãos).
·         Cada idade, um tipo de brincadeira: Para as crianças maiores valem ainda ideias como montar quebra-cabeças juntos, andar de bicicleta, pintar, brincar de massa de modelar, blocos de montar (peças), ou jogos de modo geral.
 
ESCOLHA BEM OS JOGOS
 
Na escolha dos jogos é importante observar alguns aspectos:
 
·        Veja se o jogo é adequado para a idade do seu filho.
·        Dê preferência a jogos interessantes e que proporcionem diversão.
 
Autora Fabiana Barbosa (Psicóloga)



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