Salvador,   08 de Julho de 2010 

XADREZ NA ESCOLA: UM DIFERENCIAL DO COLÉGIO GREGOR MENDEL


O Colégio Gregor Mendel inova mais uma vez e adota o ensino do Xadrez como importante investimento no desenvolvimento da criatividade, atenção, concentração, memória e pensamento lógico do aluno.

A prática do Xadrez, o “esporte ciência”, desperta as qualidades pessoais do aluno em níveis afetivo e cognitivo o que torna esse jogo uma atividade essencial para o seu desenvolvimento emocional e social.

Dada a importância do binômio Xadrez e Educação, essa atividade faz parte do currículo escolar do Colégio Gregor Mendel, a partir da 5a série do Ensino Fundamental.

Para saber mais sobre Xadrez:


História do Xadrez

Xadrez na Escola

Canto do Xadrez




UM POUCO DA HISTÓRIA
 

A origem exata do xadrez é misteriosa, conhecendo-se até o momento cerca de quarenta lendas a esse respeito. Uma dentre elas menciona o herói grego Palamede como criador do xadrez, durante o cerco de Tróia, com o objetivo de distrair seus guerreiros. A tradição mitológica indicava Palamede como um personagem de grande criatividade, atribuindo-lhe, entre outras invenções, o alfabeto e os números. Porém, a mais conhecida relata que um certo rei, na Índia, vivia muito triste devido à morte de seu filho, e que um sábio brâmane, de nome Sissa, fora incumbido de inventar algo para ocupar e distrair o rei.

Assim, o xadrez fora inventado e apresentado à Sua Majestade que, maravilhado, disse: “Pede o que quiseres e serás recompensado”. Sissa pediu um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois grãos para a segunda, quatro grãos para a terceira, oito grãos para a quarta, dezesseis para a quinta, e assim sucessivamente até a 64a casa do tabuleiro. Diante de tão humilde pedido, o rei ordenou que se fizessem as contas. Chegou-se à quantia de 18.446.744.073.709.551.615 grãos (18,5 quintilhões).

Informado de que não havia trigo na terra para pagar o pedido, o rei convidou o sábio para viver no seu reino como o mais importante conselheiro, e assim foi feito.
        
    Entretanto, é no noroeste da Índia que se encontram as primeiras fontes arqueológicas reconhecidas como verdadeiras. Aproximadamente no ano 570 dC, nasce o “jogo dos quatro membros” (Chaturanga), o ancestral direto do xadrez. Participavam dele quatro jogadores, possuindo cada um oito peças, sendo um Ministro (mais tarde a Rainha; no presente, Dama), um Cavalo, um Elefante (hoje o Bispo), um Navio (mais tarde uma Carruagem; nos nossos dias a Torre) e quatro Soldados (atualmente os Peões), dispostos nos quatro cantos do tabuleiro de sessenta e quatro casas unicolores.

As peças diferenciavam-se pelas cores pretas, verdes, vermelhas e amarelas. Os adversários jogavam individualmente e o lançamento de dois dados designava a(s) peça(s) a ser(em) movimentada(s). O objetivo do jogo era capturar todas as peças dos adversários, pois não havia xeque ao Rei como no xadrez moderno. 
            A evolução desse jogo indiano fez-se em três etapas:

  1. A eliminação dos dados. Esta modificação excluiu o fator sorte.
  2. Reunião dos adversários diagonalmente opostos. Os pretos e verdes contra os vermelhos e amarelos.
  3. Substituição das alianças diagonais por alianças lado a lado.

 Por ocasião das trocas comerciais e culturais, o Chaturanga chega à Pérsia, onde é chamado de “jogo de xadrez” (Chatrang) e conhece imensa popularidade. Ainda na Pérsia, o número de parceiros é reduzido a dois (brancos e vermelhos). Simultaneamente cria-se uma nova peça: o Xá (Rei).            

  Por volta do ano 651 dC, com a conquista da Pérsia, os árabes adotam esse jogo, valorizando-o e difundindo-o por todo o norte da África, assim como por todos os reinos europeus dominados nos séculos seguintes, em particular para a Espanha, Portugal, a Sicília e a costa francesa do Mediterrâneo.            

  No século XI, o xadrez é conhecido em toda a Europa, onde sofre uma curiosa modificação: o Ministro torna-se Rainha! A transformação de uma peça masculina em Rainha pode ser considerada um indício da crescente valorização da mulher, mas, também, como metáfora de uma sociedade dominada por um casal monárquico.

Xadrez na Escola!

 Nos últimos anos, o tema xadrez e educação tem estado presente nos debates institucionais.  Em países desenvolvidos, a utilização de jogos de estratégia em salas de aula já encontra considerável aceitação. Pesquisas confirmam que a prática regular do "esporte-ciência" favorece um salutar desabrochar de qualidades pessoais da criança, em níveis afetivo e cognitivo, tornando-o uma atividade importante para seu desenvolvimento emocional e social.

 Como dizia Fernando Pessoa, "O jogo de xadrez prende a alma toda, mas, perdido, pouco pesa, pois não é nada". Ou seja, ele propicia uma liberdade para a criança errar sem temer as conseqüências. Em um mundo onde ela tem poucas oportunidades de decidir, a partida de xadrez passa a ter uma função privilegiada, pois cada lance é precedido de uma análise e de uma tomada de decisão, o que contribui para o treinamento destas habilidades.

 Em 1891, o psicólogo Binet, primeiro criador dos testes de Quociente de Inteligência e professor da Universidade da Sorbonne (Paris), iniciou suas 'experiências sobre algumas das possíveis contribuições do xadrez para o desenvolvimento intelectual. Suas conclusões, que abordaram a memória, a imaginação, o autocontrole, a paciência e a concentração, serviram de base para futuros trabalhos sobre o funcionamento do cérebro.
Em 1926, Diakov, Petrovsky e Rudik, psicólogos da Universidade de Moscou, foram encarregados pelo governo soviético de investigar o eventual valor educativo do xadrez. Eles verificaram que os enxadristas são muito superiores à população em geral quanto à memória, imaginação, atenção distribuída e ao pensamento lógico, passando então a recomendar este esporte como um método de autodesenvolvimento das capacidades intelectuais.

 Em 1933, Vygotsky afirmou que "embora no jogo de xadrez não haja uma substituição direta das relações da vida real, ele é, sem dúvida, um tipo de situação imaginária". Pode-se dizer que, conforme propõe esse grande psicólogo, graças à aprendizagem do xadrez, a criança estaria elaborando habilidades e conhecimentos socialmente disponíveis, passando a internalizá-los, propiciando a ela um comportamento que é mais comum em crianças de idade mais avançada.

 Em 1946, Groot, psicólogo, matemático e enxadrista (representou seu país em três Olimpíadas), publicou seus estudos sobre o processo do pensamento dos mestres de xadrez. Este autor pensa ser capaz de confirmar a teoria da "concepção linear" de Otto Selz, considerando que cada momento do pensamento é determinado em sua totalidade pelo conjunto dos momentos que o precederam. Para ele, o pensamento no xadrez é essencialmente "não-verbal".

 Em 1981, Christiaen e Verhofstadt, psicólogos da Universidade de Gand, investigando a influência do xadrez no desenvolvimento cognitivo, observaram que os alunos do Grupo Experimental que receberam aulas de xadrez durante dois anos, obtiveram resultados significativamente superiores em testes cognitivos do tipo proposto por Piaget do que os do Grupo Controle que não as receberam.

 Desde 1976, o Ministério da Educação da França patrocina as competições escolares oficiais e sugere às autoridades acadêmicas que incentivem o ensino do xadrez como atividade "sócio-educativa", como atividade "de estimulação cognitiva" e como "estudo dirigido". Nesse país, inúmeras experiências, da Educação Infantil à Universidade, estão sendo implantadas.

 Na década de 1980, com Karpov e Kasparov, o xadrez transformou-se no esporte número um da então União Soviética, e seus torneios escolares chegavam a receber um milhão de alunos.

 Atualmente, cerca de 300.000 estudantes estão sendo beneficiados por uma resolução do Ministério da Educação da Holanda que autorizou a inclusão do xadrez como esporte escolar  durante meia hora semanal.

 Com este sucinto levantamento de trabalhos de pesquisa envolvendo xadrez, demonstrou-se o valor pedagógico e educativo desse esporte.

 Conforme discutido anteriormente, a atividade enxadrística está relacionada com o desenvolvimento de diferentes habilidades humanas, destacando-­se a criatividade, o planejamento, a antecipação, a atenção, o autocontrole, a concentração, a imaginação, a memória, a perseverança, a paciência, o pensamento lógico, a tomada de decisão e a inteligência geral.

 

CANTO DE XADREZ  

Mais um projeto inteligente. Durante o intervalo, alunos reúnem-se e jogam xadrez na área livre do Colégio. É a   integração em todas as idades, estimulando o companheirismo, o respeito ao outro, em atividade lúdica e prazerosa. Os tabuleiros de xadrez tornaram-se um grande atrativo e sucesso no horário do intervalo.



30.09.09
Jogo de Futsal FEEPS Juvenil Masculino
29.09.09
Resultado Geral da Olimpíada Gregor Mendel
23.09.09
Fotos da Olimpíada Interna Gregor Mendel
22.09.09
Olimpíada Interna Gregor Mendel
11.09.2009
Gregor Mendel Arrasa na IV Etapa do Baiano de Águas Abertas